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Einstein indica Rondon para Prêmio Nobel da Paz
O marechal Cândido Rondon, nosso maior explorador, já foi indicado para receber o Prêmio Nobel da Paz - por seu trabalho de integração dos índios brasileiros - por ninguém menos do que Albert Einstein, o físico que revolucionou a ciência moderna com sua Teoria da Relatividade.

A indicação está registrada em uma carta dirigida ao comitê do Nobel, sediado em Oslo, capital da Noruega, escrita por Einstein em 1925, a bordo do navio Cap Polônio, depois da viagem pelo Brasil, Argentina e Uruguai. Diz Einstein, em referência a Rondon, que “seu trabalho se concentra na integração de tribos indígenas à civilização, sem o emprego de armas nem de qualquer tipo de coerção".

O físico não chegou a se encontrar com Rondon, mas, como afirma na carta, ouvira falar dele "com grande entusiasmo", motivo que o impulsionou a escrever a indicação ao comitê do Nobel.

A carta, uma verdadeira preciosidade, foi encontrada em Jerusalém, em 1994, pelo professor Alfredo Tiomno Tolmasquim, do Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro, durante seu pós-doutorado na Universidade de Jerusalém. A universidade mantém um arquivo de Einstein, no qual Tolmasquim localizou o "dossiê Brasil", referente à passagem do físico pelo país em 1925.

Com a carta, Tolmasquim encontrou um texto escrito por Einstein no Rio, intitulado Observações sobre a situação atual da Teoria da Luz, e também um diário de viagem em que o físico mostra uma faceta de antropólogo e tece comentários sobre a "deliciosa mistura étnica nas ruas" e a "influência do clima quente e úmido no comportamento humano". Os três documentos são inéditos e serviram como fonte de pesquisa para alguns escritos de Tolmasquim.

Rondon não ganhou o Nobel da Paz em 1925. Voltou a figurar na lista dos possíveis indicados no final dos anos de 1950, mas também não levou.