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Mário Covas: um político honesto, democrático e de bom caráter
Por que a morte de Mário Covas, governador de São Paulo,
teve tanta repercussão e emocionou o país? Afinal, os políticos não são todos iguais? Pois não são. Veja por quê.


Amigos, adversários e a mídia em geral são unânimes em afirmar que Mário Covas era honesto, não pensava apenas em seus interesses pessoais ou partidários e sempre esteve envolvido nas lutas democráticas. Isso todo representante popular deveria ser, mas, em meio a tantas denúncias de corrupção e irregularidades envolvendo políticos de todas as esferas, Mário Covas se destaca como um exemplo a ser seguido. Era também uma figura extraordinária e um modelo de bom caráter. Defendia suas posições com unhas e dentes – mas cedia quando o adversário apresentava argumentos convincentes – e desenvolveu, ao longo dos anos, um estilo peculiar de governar: exigente com seus colaboradores e disposto, até mesmo, a enfrentar manifestantes na rua, quando acreditava estar com a razão. Nos últimos meses, a valentia e a transparência com que enfrentou uma doença fatal emocionaram o país.

O início da luta

Nascido na cidade de Santos, litoral paulista, Mário Covas formou-se em Engenharia, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, na década de 50. Começou na política em 1961, quando se candidatou à prefeitura de sua cidade natal. Em 1968 era líder do MDB na Câmara dos Deputados e não titubeou em subir à tribuna para convencer seus colegas a não cassar o mandato do deputado Márcio Moreira Alves, seu companheiro de partido, que havia criticado as Forças Armadas. O discurso foi tão contundente que mudou as regras do jogo: o governo, que antes do discurso tinha a maioria de dois terços a favor da cassação, acabou perdendo. A reação dos militares veio com o Ato Institucional nº 5, o mais duro do regime. Mário Covas teve seus direitos políticos suspensos em 16 de janeiro de 1969. Seu retorno à vida pública aconteceria apenas em 1978, quando decidiu coordenar a campanha de Fernando Henrique Cardoso para o Senado. Em janeiro de 1979, recuperou seus direitos políticos e decidiu dar continuidade à carreira bruscamente interrompida.

Democrata e batalhador

Sobre a atuação política de Mário Covas durante todo esse tempo só se ouvem elogios. Em 1982 quase foi candidato a vice-governador pela chapa de Franco Montoro: desistiu em favor de Orestes Quércia, que ameaçava partir para a disputa em convenção, se não houvesse acordo. Para Covas, o delicado momento político de redemocratização não suportaria um racha no PMDB. Montoro venceu, e Covas foi indicado para a prefeitura. Em 1986 foi eleito senador por São Paulo, com 7,8 milhões de votos, e tornou-se líder da oposição na Assembleia Nacional Constituinte. Em 1988 ajudou a fundar o PSDB. Tornou-se governador do Estado em 1994 e foi reeleito em 1998, ano em que descobriu estar com câncer. A partir daí sua luta ganhou nova dimensão: passou por duas cirurgias e várias sessões de quimioterapia sem parar de trabalhar ou mudar sua rotina de trabalho. Em 3 de novembro de 2000, quatro dias após uma angioplastia, fez questão de inspecionar obras nos arredores da capital. Em janeiro de 2001, os médicos diagnosticaram que a doença já havia tomado conta de outras partes do corpo, incluindo a meninge (membrana que recobre o cérebro). Mário Covas morreu no dia 6 de março de 2001.




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